Saída, experiência, Micale, retorno e metas: a segunda chance de Clayton no Atlético

O Atlético venceu uma disputa acirrada com outros grandes clubes para contratar o jovem atacante Clayton, no início de 2016. Um ano depois, pouco aproveitado pela comissão técnica atleticana à época, o jogador foi envolvido em troca com o Corinthians. Porém, em São Paulo, com o time de Fábio Carille bem encaixado e liderando o Brasileiro com folga, o atacante não conseguiu o objetivo pessoal de ter sequência. Foi então que veio o pedido de um antigo conhecido para a volta ao Galo.

Depois da passagem de Roger Machado pela comando técnico alvinegro, Rogério Micale assumiu a equipe com a missão de levantar o time na temporada. O objetivo do Galo passa a ser se classificar para a Copa Libertadores pelo sexto ano consecutivo.

“Muito feliz pela volta ao Atlético. Tive um período de cinco meses no Corinthians, foi uma grande experiência. O Micale pediu a minha volta e eu retornei com um novo desafio, que é colocar o Galo pelo sexto ano consecutivo na Libertadores. É o nosso objetivo esse ano. Pelo menos o G-6. Fiquei feliz por entrar na partida ontem e ter ajudado o time a sair com a vitória”, disse o atacante, que rejeitou a ideia de ter saído do Atlético por não estar atuando no nível que se esperava dele. No início de 2017, Clayton havia atuado em apenas seis jogos do Atlético – um deles como titular – e marcado um gol.

“Não saí porque não estava rendendo. Saí porque esperava novas oportunidades, uma sequência de jogos. Acabei saindo para o Corinthians porque achei que era uma boa oportunidade no momento. Acabei também não tendo sequência no Corinthians e fiquei muito feliz com o pedido do Micale na minha volta (o técnico trabalhou com o atacante na Seleção Sub-23). Eu venho para somar e para ajudar o Atlético a, pelo menos, entrar no G-6 do Brasileiro”, apontou Clayton, que ainda descartou comodidade no clube paulista e voltou a reiterar o foco nos objetivos do Galo, chamando a nova chance no clube de desafio.

Bruno Cantini/ Atlético

“Eu não estava cômodo. Acontece que não estava jogando e não gosto disso. Não gosto de ficar fora dos jogos, não entrar e, às vezes, nem ir para a lista. É um novo desafio. O Micale já me conhecia, falou que estava precisando para ajudar. Espero poder estar entrando. Para mim, não adiantava de nada ser campeão brasileiro sem estar entrando e ajudando. Meu tempo no Corinthians foi válido, ganhei experiência, mas agora viro a chave para o Atlético. Nosso objetivo é o G-6 e espero poder jogar e ajudar a equipe a sair com as vitórias e chegar o mais longe possível”, que reestreou pelo Atlético nesse domingo, na vitória de virada sobre a Ponte Preta, em Campinas.

Contra a Macaca, Clayton foi escalado centralizado em posição indicada como ‘falso 9’. Para a sequência, ele relembrou como pode ajudar ao Galo e onde fica mais confortável em campo. “Nessa correria de jogos, acabei não tendo tanto tempo para conversar com ele (Micale). Conversei um pouco, mas ele já me conhece, sabe que eu jogo tanto do lado esquerdo quanto do direito e centralizado. Prefiro o lado esquerdo ou centralizado. Mas onde ele puder me utilizar, vou tentar dar o meu melhor para o Atlético sempre sair com o resultado positivo”, finalizou o atacante alvinegro.

Apesar do foco maior do Atlético neste restante de ano ser o de conquistar posição no G-6 do Brasileiro, o compromisso mais próximo é o confronto desta quarta-feira, contra o Internacional, pelas quartas de final da Primeira Liga. Caso Rogério Micale opte por poupar parte do time titular, pode ser a chance de Clayton tentar conseguir iniciar a sequência desejada. No treino da equipe reserva nessa segunda-feira, na Cidade do Galo, ele foi escalado no ataque, ao lado de Robinho, Marlone e Fred.

 

Fonte:superesportes.com.br

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